sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Relação dos prefeitos de Virgolândia


Relação dos prefeitos de Virgolândia


1948 ( indicado)
José Domingos de Oliveira
17/04/1949  a  1953                                
Juventino Alves Ferreira                                                     
vice José Félix da Silva
1953   a 31/01/55                                    
Raimundo Bruno Ferreira                   
vice  Luiz Duart
1955 a 31/01/59                                      
Juventino A. Ferreira                           
vice Ulisses Eleotério de Souza
1959  a 1962                                           
Mozart Alvarenga                                 
vice   Nilo Alves pereira
1963 a 1965                                            
Juventino Alves Ferreira                      
vice  René Renan
1966                                                        
Renê Renan  ( Juventino foi ser diretor da escola)
1967  a 1970                                          
Joaquim Gonç. Vilarino (Quim Júlio) vice João Leite
1971  a  1972                                         
Rene Renan                                                    
vice  Geraldo Alves
1973  a 31/12/ 1976                               
Quim Júlio                                                     
vice   Moacir Amaral
01/01/1977 a 01/02/1977                      
Geraldo Alves ( problema com urna do divino)
01/02/1977 a 31/12/1982                      
Renê Renan                                             
vice José Maria Braga
1983  a  1988                                        
Enoc Pacheco de Fig.                                 
vice  José Geraldo Lopes
1989  a 1992                                         
Wilson Lourenço da Silva                    
vice Mario de S. Leite
1993  a 1996                                         
Renê Renan                                              
vice Adalberto Ramos Ribeiro
1997  a 2000                                         
Afonso J de Almeida                                   
vice  Mauro Cândido da Silva
2001  a 2004                                         
Arnaldo de Oliv. Braga                                
vice Adalberto  R. Ribeiro
2005  a 2008                                         
Arnaldo de O. Braga                           
vice Geraldo Magela Borges
2009  a 2012                                         
Francisco de Souza Leite                    
vice Hélio Valério
2013  a 2016                                         
Arnaldo de O. Braga                                
vice   Hélio Valério

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As várias Virgolândias do passado


                              As várias Virgolândias do passado.




Virgolândia é uma cidade com várias histórias. Temos histórias de nossos antepassados, de festas, de política, de jagunços, tocaias, de fantasmas e tantas outras. Mas uma das histórias pouco conhecidas é a diversidade de Virgolândia dentro do próprio município. Algum tempo remoto é de conhecimento de alguns, que os rapazes da roça tinham dificuldade de entrar na cidade, pois os rapazinhos da cidade os corriam, uma maneira de mostrar poder, demarcar território, como fazem os animais; só podiam ficar tranquilos quando acompanhado dos pais que impunham respeito. Até hoje, os chamados da roça tem dificuldades em ambientar-se na cidade. Esta disparidade seguiu dentro da própria cidade, onde a turma do Beiju não dava certo com a turma do centro e com o Vai-volta, o centro por sua vez não recebia bem o povo do Beiju e Vai-volta , que por sua vez viviam as turras  com o centro e Beiju. Curioso foi que quem deu o nome de beiju, foi o Mário do Lino, que morava no chamado centro, onde moravam as pessoas mais ilustres da cidade, tinham os filhos estudados, tinham maior conforto. Quando o Mário do Lino ia visitar algum parente no beiju, ele sempre encontrava as pessoas aglomeradas, em volta de fogo, ou brincando das diversas brincadeiras que hoje não se brinca mais, ou simplesmente jogando conversa fora; ele sempre falava que eles estavam parecendo Beiju ( aglomerado de farinha muito usado pelos índios como alimento), o nome acabou por ficar, e hoje é nome de time de futebol, de bairro e nome de grito de guerra.. A rivalidade era tão forte que o nome do vai-volta era chamado de Croeira pelos Beijuenses, uma maneira de provocação aos conterrâneos, que por sua vez não perdiam a oportunidade de insultar a turma do beiju.
 Mas graças a Deus isto faz parte do passado, vivemos em harmonia, ficando apenas as histórias a ser contadas aos mais jovens, que muitos nem acreditam.
Hoje existe outras Virgolândias , a da política que nunca pensa  na totalidade do povo, as igrejas que cada uma puxa a sardinha para sua brasa , e por ai vamos todos, até tudo acabar e irmos  da mesma maneira , acabar da mesma maneira  e de repente, destinos diferentes.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Pedro Malazarte de Virgolândia


                         O PEDRO MALAZARTE DE VIRGOLÂNDIA

                 Em Virgolândia tem um caboclinho com aparência séria, mas já fez muitas travessuras quando criança. Não podemos dizer seu verdadeiro nome, por isso o nomeamos de Pedro Malazarte de Virgolândia.
Certo dia o Canarinho estava comendo uma galinhada na casa de sua mãe com seus amigos, se era roubada não sei. Este dito cidadão tentou infiltrar na casa do Canarinho, mas tamanha era sua fama, que eles fecharam a porta, para evitar tal penetração.
Pedro Malazarte tentou de várias formas em vão. Foi aí que veio a ideia: Pegou um feixe de lenha que ali estava, levantou-o e deixou cair, chegou perto da porta , bateu levemente e gritou imitando a dona Luiza mãe do Canarinho. Ao ouvir os chamados que realmente ficaram parecidos, ouviu-se uma voz lá de dentro: pode abrir que é a mamãe. A porta foi aberta  e o Pedro adentrou na casa , e como o Canáro foi sempre educado, quase um Lorde ,serviu um bom prato para ele.
             
                  Outro dia ele fez a mesma coisa com o João Brucutu, quando ele estava comendo uma farofa de gambá, ele conseguiu entrar de novo e participar da comilança.
                  As vítimas do próximo golpe, jamais irão esquecer, quando iam para a casa da dona Baracha do Nico Coelho. Iam o Itamar, o Coca e o tal Pedro Malazarte, quando de longe avistaram o Nico Coelho acabando de abrir um capado. Combinaram de não aceitar almoço para mostrarem-se educados com os tios. Chegando lá, foi bença pra lá e bença pra cá e o almoço cheirando e o pessoal já ia pegar o prato, quando o Pedro saiu de fininho para a varanda para evitar que fosse oferecido a ele primeiro. Ofereceram para o Itamar, e este lembrando do combinado não aceitou, o mesmo aconteceu com o Coca. Quando acabou de oferecer para o Coca, o Pedro veio para a cozinha e ofereceram a ele que aceitou de prontidão dizendo estar com muita fome. Os outros dois ficaram querendo voltar atrás, mas tinham vergonha e acabaram ficando com fome, voltando mais cedo para casa.
                   Certo dia, Pedro e alguns amigos estavam brincando, quando a Cleonice (Cleo) mandou comprar uma cana  na casa do  Joaquim gordo pai do Jeso. Naquele tempo a Cleo mandava  mesmo, então Pedro foi mais que depressa. Entregou a cana para ela que ia devorando-a sem oferecer para eles. Foi aí que o Pedro falou que aquela cana estava macia porque o Joaquim gordo mijava  todo dia naquela  moita de cana. A Cleo ficou com nojo e abriu a boca a chorar e  deu a cana para o Pedro. Era mentira pura.
                    O João brucutu foi de novo mais uma vítima. Eles estavam brincando de pegador de esconder em frente ao grupo, a mancha era em uma caixa redonda em frente ao grupo. O Pedro colocou um monte de bosta na mancha  e saiu a procura do  João Brucutu ; viu quando ele saiu de uma moita e fez que não estava vendo, quando João pegou a frente , o Pedro fingiu correr atrás. Quando ele chegou ,bateu um , dois, três  na mancha e sujou a mão toda. Correu atrás dos meninos e conseguiu limpar um pouco da sujeira.
                     Quantas vezes o Pedro Malazarte fingiu  uma briga no meio da noite, pois não havia eletricidade  e sujava um pau de bosta para que outras pessoas pegassem no pau para que a briga continuasse.
                      Outro dia o Jeso gordo fez uma festa na casa dele, não sei comemorando o que, só sei que tinha muita carne , linguiça e outras coisas. Não dava nem para acreditar, o Jeso fazendo festa, é como se fosse o Marlúcio hoje. O Pedro foi nessa festa também e começou a colocar uns pedaços de lingüiça no arame farpado cerca a fora. Quando acabou a festa a cerca estava enfeitada de pedaços de lingüiça.
                       Outro dia eles estavam brincando de vai-besta e quem ia gritar era o Antônio da Dandica. Ele gritava na esquina do Raimundo Bessa, entrava no quintal da Ana do Gilico e saia onde é a casa do Nenzinho e corria para o barro branco. Só que no quintal da Ana do Gilico tinha um buraco enorme cheio de água da chuva. O Pedro ficou do outro lado e começou a indicar onde o Antônio tinha que passar. Gritou do outro lado quando ele caiu  dentro do buraco no escuro que quase morreu.
                       Esta ocorreu quando o Vavá do Tão arranjou uma namorada e veio correndo contar para esse tal Pedro que era amigo dele. Quando ele contou, o Pedro falou que a moça sofria  ataque. Ele não voltou lá mais e o Pedro deu seqüência no namoro para ele.
                         Já em idade mais avançada e no horário de verão, na noite de virada de ano, ele simplesmente adiantou o relógio em 1 hora sem que ninguém visse, para que a ceia começasse logo. Esse Pedro era terrível.


14/01/2012
Gervásio

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fotos da 8° Corrida de São Gonçalo



























Cada um com sua importância


                                        CADA UM COM SUA IMPORTÂNCIA


MUITA COISA PASSA DESPERCEBIDO AO NOSSO REDOR DENTRO DE NOSSA CASA, EM NOSSO  TRABALHO, E MUITO MAIS EM NOSSA CIDADE. QUANTAS PESSOAS  AJUDARAM A CONSTRUIR NOSSA CIDADE AO LONGO DE SEUS 65 ANOS, OU MESMO ANTES DISSO E ESTÃO PASSANDO DESPERCEBIDAS. ESTAS PESSOAS DEIXARAM SUAS MARCAS,CONSTRUÍRAM O QUE É HOJE VIRGOLÂNDIA, ESTAS PESSOAS MERECEM SER DESTACADAS.  SE NÃO PODEMOS FAZER UMA ESTÁTUA PARA CADA UMA DESTAS PESSOAS, O MÍNIMO É SEREM  LEMBRADAS  NESTE HUMILDE TEXTO. O QUE SERIA DE VIRGOLÂNDIA SEM A PRESENÇA MARCANTE DE  DONA CATITA E DONA CIRILA  ( PARTEIRAS QUE MARCARAM A VIDA DE MUITOS DE NÓS ), O SAUDOSO  PADRE JOÃO COM SUAS MISSÕES E SEMANA SANTA, SENHOR LALAU, COM SEU JUDAS, SENHOR JUVENTINO ALVES( PRIMEIRO PREFEITO E FARMACÊUTICO ),  ZÉ BORAIS , MÁRIO LEITE E MÁRIO LOPES, WANDIR MAYER, ANTONIO EUZÉBIO, JOÃO LEITE, SINFRÔNIO ANDRADE, RENÊ RENAN, SÁLVIO CLEMENTINO, ZÉ MARIA BRAGA, YOLANDA MAYER, ANTONIO NUNES, ANTONIO VALÉRIO( DOOU O RELÓGIO PARA A IGREJA ), ANTONIO JUVIANO,PEDRO BESSA ,A FAMÍLIA GUALBERTO, GETÚLIO E HENRIQUE  BORGES, QUINCA VITURINO, DONA EFIGÊNIA( COM SUAS ORAÇÕES CURANDO AS PESSOAS), ENOCK E ÉDER, ZÉ PADRE, ZÉ LAGE, GERALDO ALVES,  ALCIDES LOPES( O JOÃO DE BARRO DE VIRGOLÂNDIA ), SÃO TANTAS PESSOAS , TEMOS TAMBÉM A FAMÍLIA AMARAL, FAMÍLIA LÚCIOS, OS CASCALHOS, FAMÍLIA LEITE , FÉLIX, OS COELHOS, BRANDÃO, ENTRE OUTRAS , QUE  DEMARCARAM DE UM JEITO OU OUTRO NOSSA CIDADE. TEMOS OS NOMES FOLCLÓRICOS QUE JÁ SE FORAM, E OUTROS APARECENDO, TEMOS AS DANÇAS QUE ESTÃO A EXTINGUIR ( CABOCLO ) E OUTRAS APARECENDO, CADA UMA EM SUA GERAÇÃO. BELO POVO, UNS SE FORAM, OUTROS  PERMANECEM AINDA, E MUITOS IRÃO APARECER, CADA UM COM SUA IMPORTÂNCIA NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA DESTA CIDADE.


GERVÁSIO 24/12/2012